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O TABERNÁCULO DE MOISESO TABERNÁCULO DE MOISES
Sombra da Igreja Moderna

O TABERNÁCULO DE MOISÉS COMO SOMBRA DA IGREJA MODERNA.

Pr. Daniel Gustavo Sousa Tavares

Introdução:

A Bíblia Sagrada em sua amplitude, está baseada na celebração, nas ordenanças e nas cerimônias que foram dadas pelo Senhor a Israel, quando ainda na vivencia no deserto e na construção e edificação de seu tabernaculo.

 

É de pleno conhecimento, que sob a aliança mosaica, Deus revelou verdades ao seu povo, que se dividem em cinco áreas principais, sendo elas, as leis: Moral, Civil e Cerimonial; O Sacerdócio: Arônico e Levitico; Os cinco tipos de ofertas, ou sacrifícios Cerimonias: O Holocausto, A oferta de cereal, A oferta de comunhão, A oferta pelo pecado e A oferta pela culpa; As Três festas principais: Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos; o Tabernáculo do Senhor, com suas funções específicas.

 

Objetivo:

Nosso objetivo é trazer a baila, as riquezas espirituais encontradas no tabernáculo cujo modelo foi dado a Moisés no monte Sinai, fazendo um paralelo bíblico com a Igreja e o Sacerdócio atual.

 

Conceito Inicial:

Por aproximadamente 400 anos, a nação de Israel viveu em função dessa estrutura. O tabernáculo foi o local aonde Deus escolheu habitar, sendo que, ali Ele demonstrou de maneira simbólica toda a revelação e conhecimento de si mesmo.

 

Aplicação:

O primeiro paralelo que pretendo traçar, está baseado na epistola escrita aos hebreus, quando encontramos os seguintes versículos nos quais o escritor narra:

 

Hb 10:1

Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros e não a imagem exata das coisas...”.

 

Hb 8:5

“os quais servem de exemplar e sombra das coisas celestiais, como Moises divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo, que no monte, se te mostrou”.

 

Quero basear este estudo trazendo a seguinte definição, o Tabernaculo edificado por Moises é a sombra da Igreja atual, ou seja, o esboço da Igreja de Cristo.

 

Desta forma, temos por conceito que o propósito da sombra é nos trazer para a realidade, assim como, o propósito do profecia é levar-nos ao seu cumprimento.

 

Assim, necessário de faz seguirmos o curso da sombra em contraste com a luz, até encontramos o objeto que lança a sombra.

 

1 – O Propósito Divino do tabernáculo:

O propósito de Deus para a edificação do tabernaculo, foi o seu desejo de habitar no meio de seu povo.  Êx 25.8: “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles”.

 

2 – Os Construtores do tabernáculo:

Inicialmente dois homens foram envolvidos na construção no tabernáculo.

O primeiro era Bezalel (Êx 31.2), o segundo foi Aoliabe (Êx 31.6).

 

3 – A disposição das tribos no acampamento:

Em Israel havia doze tribos, sendo que estas foram divididas em quatro grupos com relação a sua disposição em volta do tabernáculo, sendo que cada grupo de três tribos tinha uma bandeira sob a qual acampavam.

 

Assim, apresentavam as seguintes disposições no acampamento:

1 – A Leste, sob a bandeira do Leão se posicionavam as tribos de Judá, Issacar e Zebulom (Nm 2.3-9);

2 – A Oeste do Tabernáculo, sob a bandeira do Boi, se posicionavam as tribos de Efraim, Manasses e Benjamim (Nm 2.18-24);

3 – Ao Norte, sob a bandeira da Águia, se posicionavam as tribos de Dã, Aser e Naftali (Nm 2.25-31);

4 – Ao Sul, sob a bandeira do Homem, se posicionavam as tribos de Rúben, Simeão e Gade (Nm 2.10-16).

 

4 – o Tempo gasto na Construção:

Sabemos que nosso Deus é detalhista, sendo que todas as suas ordenanças expressam sempre algo que ele nos quer revelar ou nos fazer testificar de suas promessas.

 

Para traçarmos um firmamento do tempo gasto, precisamos analisar elementos da tradição judaica, somados a um comparativo dos seguintes verbetes bíblicos:

Êx 19.1 – “Ao TERCEIRO mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no mesmo dia, vieram ao deserto do Sinai”.

 

Nm 9.1 – “E falou o Senhor a Moisés no deserto do Sinai, no segundo ano de sua saída da terra do Egito, no PRIMEIRO mês dizendo:”.

 

Assim, temos a conclusão de que o tabernáculo levou aproximadamente (9 meses) para ser construído, e após ser habitação de Deus.

 

5 – A Nuvem de Glória:

Quando foi terminada a edificação do tabernáculo e os utensílios foram concluídos, os construtores levaram tudo a Moisés para que ele verificasse se tudo havia sido construído do modo como ordenado.

 

Moisés então levanta o tabernáculo, posiciona os móveis nos lugares divinamente designados, aspergindo tudo com sangue e ungindo com santo óleo. Tendo assim dedicado o Tabernáculo ao Senhor as escrituras nos dizem que: “Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo,” (Êx 40.34).

 

Daquele dia em diante a nuvem iria guiar a peregrinação do povo de Israel pelo deserto: Êx 40.36: “Quando pois, a nuvem de levantava de sobre o tabernáculo, então, os filhos de Israel caminhavam em todas as suas jornadas”.

 

2 Co 4.18; 5.1:

“não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que não se veem; porque as que se veem são temporais, e as que não se veem são eternas. Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus”.

 

Obra – Construir o tabernáculo

Área de ocupação total 300 covados = 46m x 23m.

por sessenta colunas de bronze = fechada com cortinas de linho de 2,3m de altura

 

Só o tabernáculo = O tabernáculo era de formato retangular, de uns 13,5 metros de comprimento e 4,5 metros de largura e altura.

POSSUIA QUATRO COBERTURAS:

  • Dez cortinas de linho, com desenhos de querubins, e estofos azuis, púrpura (roxos) e carmesim (escarlates), presas com colchetes de ouro (capítulo 26:1-6; 36:8-13).
  • Onze cortinas de pelos de cabras, presas com colchetes de bronze (capítulo 26:7-11).
  • Uma coberta de peles de carneiros tintas de vermelho (capítulo 25:5; 26:14; 35:7,23; 36:19; 39:34)
  • Outra coberta de peles de animais marinhos (uma espécie de foca que existe no mar Vermelho (capítulo 25:5; 26:14; 35:7,23; 36:19; 39:34)

 

Ainda teria que ser feito: a arca do Testemunho; o propiciatório; a mesa para os pães da proposição; um candelabro; o altar do incenso; um altar de madeira de acácia revestida de bronze e A bacia de bronze

 

Bezalel

Êx. 31.2 - Eis que eu tenho chamado por nome a Bezalel, o filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá,

 

BEZALEL: UMA VIDA À SOMBRA DE DEUS

 

– BEZALEL NÃO FICAVA PELA METADE EM SUAS RESPONSABILIDADES – Cap 38 Vs. 22 A.

(Eclesiastes 7:8-10 - Melhor é o fim duma coisa do que o princípio; melhor é o paciente do que o arrogante.

Não te apresses no teu espírito a irar-te, porque a ira abriga-se no seio dos tolos.

Não digas: Por que razão foram os dias passados melhores do que estes; porque não provém da sabedoria esta pergunta.

 

BEZALEL FEZ BEM FEITO O QUE LHE FOI CONFIADO- Vs. 22 B

Não é só concluir as coisas. Ele fez muito mais do que isso, ele fez bem feito.

Ec 9-10: Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.

 

BEZALEL PERMANECEU FIEL À SUA POSIÇÃO - Vs. 22 C

ordenara a Moisés

Mesmo com todos os seus talentos, qualidades e realizações, Bezalel reconhecia a sua posição diante de Deus. Ele era o mestre de obras, o chefe da produção, o artista-mor, mas não era o arquiteto.

 

 

  • Quem era Aoliabe (Êx 31.6a). Seu nome, אָהֳלִיאָב, significa “a tenda do Pai”. Era filho de אֲחִיסָמָךְ, Aisamaque (“meu irmão é sustento”). Da tribo de Dã, foi escolhido por Deus para auxiliar Bezaleel na grande tarefa da construção dos utensílios do Tabernáculo.
  • O que foi dado a Aaoliabe (Êx 31.6b). Foi dado a Aoliabe uma tarefa aparentemente menor: repassar a outros os ensinamentos recebidos por ele e Bezaleel. Para isso, seria necessário ser “sábio de coração” (חֲכַם לֵב, chacham-lev). Ser sábio não é tão somente acumular dados e processá-los como se fosse um eficientíssimo computador. Não basta racionalidade; é necessário aplicar o coração. E o que é aplicar o coração? Deixar que Deus nos dirija e nos dê a verdadeira sabedoria. O verdadeiro sábio, o verdadeiro ensinador recebe isto de Deus como um dom. Aolaibe recebeu o dom de ensinar. Por isso a Tradução Ecumênica assim verteu Êxodo 35.34: “infundiu o dom de ensinar em seu coração”.

 

 

Os sete requisitos para a construção:

Ofertas Voluntárias: (Êx 25.2 - Fala aos filhos de Israel, que me tragam uma oferta alçada; de todo o homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada) Povo havia sido libertado da escravidão no Egito através do Sangue do Cordeiro Pascoal. Os bens que os Israelitas possuíam foram conseguidos no Egito. As bênçãos dadas no Egito não são para enriquecer, mas para serem devolvidas ao Senhor.

 

Pelo ânimo do Povo: (ÊX 35.21 -  E veio todo o homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito voluntariamente o excitou, e trouxeram a oferta alçada ao SENHOR para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para as vestes santas).

 

Pela disposição das Pessoas (ÊX 35.5 -Tomai do que tendes, uma oferta para o SENHOR; cada um, cujo coração é voluntariamente disposto, a trará por oferta alçada ao SENHOR: ouro, prata e cobre)

A Igreja moderna deve ser constituída de pessoas dispostas, assim como Davi menciona no Salmo 51. 10-17:

Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão.Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua louvará altamente a tua justiça. Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor. Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos.

Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.

Com um coração voluntário: (Êx 36.3 -Estes receberam de Moisés toda a oferta alçada, que trouxeram os filhos de Israel para a obra do serviço do santuário, para fazê-la, e ainda eles lhe traziam cada manhã ofertas voluntárias)

Os Capitulos 35 e 36 do livro do Êxodo, trazem as palavras “Coração” e a expressão “de todo o coração”, aparecem pelo menos 12 vezes.

 

Pela sabedoria de Deus: (Êx 36.1 - Assim trabalharam Bezalel e Aoliabe, e todo o homem sábio de coração, a quem o SENHOR dera sabedoria e inteligência, para saber como haviam de fazer toda a obra para o serviço do santuário, conforme a tudo o que o SENHOR tinha ordenado)

Os critérios eram de Deus, os homens são os obreiros. Só se pode construir uma igreja na atualidade com a sabedoria de Deus.

 

Pelo espírito de Deus: (Êx 35.31 - E o Espírito de Deus o encheu de sabedoria, entendimento, ciência e em todo o lavor)

Vivemos hoje no período da dispensação do Espírito, o povo de Deus precisa estar disponível, disposto a viver na dependência do ministério do Espírito Santo de Deus. (Zc 4.6 – Não por força nem por violência, mas pelo o meu Espírito)

 

De acordo com o Padrão divino: (Êx 25.40 - Atenta, pois, que os faças conforme o seu modelo, que te foi mostrado no monte)

A leitura do capítulo 39 e 40 do êxodo, revela que por 17 vezes é mencionado que o tabernáculo foi edificado “como o SENHOR tinha ordenado a Moises”. Além disso, existem 7 outras passagens para ele fazer as coisas segundo o padrão de Deus.

Tudo proveio de Deus e não da imaginação do homem, Deus só pode confirmar com Gloria aquilo que é feito de acordo com o Padrão de sua palavra.

Podemos observar que Moises fez como o Senhor tinha ordenado, (Êx 39.32 – diz que Moises terminou a obra) e (Êx 40.34 – a gloria do Senhor encheu o tabernáculo)

 

Deus somente pode abençoar e encher um lugar com sua glória (Shekinah) quando este está de acordo com a sua palavra e com o Padrão divino.

 

Atributos para habitação temporária

 

 

A disposição das tribos no acampamento:

‘Acampamento’ – termo militar

Exercito de Cristo

Is 6 – Santo é o Senhor dos Exercitos.

Atualmente nós somos chamados de acampamentos dos Santos (Ap 20.9)

O capitão é Jesus (Hb 2.10)

Os Crentes são os soldados (2 tm 2.3,4)

 

Deus é um Deus de ordem, e para organizar o exercito, o acampamento precisa estar em ordem.

 

A primeira ordem é que o tabernáculo de Deus deveria estar no meio do acampamento (Nm 2.17)

 

As bandeiras do acampamento revelam as visões de Ezequiel 1 e Ap 4.5

 

O Conceito de Cruz precisa estar mantido para sermos abençoados.

O TABERNÁCULO DE MOISES COMO PADRÃO PARA IGREJA

 

A Entrada do Pátio (Êx 27.16 e Nm3.26)

 

1 – Só existe uma entrada, todos tinham que vir ao tabernáculo da mesma forma.

 

2 – Aqueles que pensavam em pular ou passar por baixo das cortinas, era visto como assaltante ou ladrão.

Ex: Jo 10. 1-10: Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora. E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos. Jesus disse-lhes esta parábola; mas eles não entenderam o que era que lhes dizia. Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.

 

Mas por uma Porta, uma entrada, aprendemos:

Jesus é o Caminho, uma só entrada, um só salvador.

 

A Entrada era larga – Todos os homens podiam entrar – o Desejo de Deus é de que todo homem seja salvo (1 Tm 2.4)

A Entrada era bela – Ex 38.18 - Aquele que buscava refugio no deserto.

 

A entrada era inconfundível – Era diferente de toda a extensão do muro que a envolvia.

 

Êx 38.18:

A Entrada Tinha (9 metros) de comprimento (20 côvados), as cortinas (2,25 mts) de altura (5 côvados)

 

Se multiplicarmos 5 côvados x 20 côvados = 100 Côvados quadrados

 

Ò Entrada do Pátio       = 100 Côvados quadrados (5x20)

Ò Porta do Tabernaculo = 100 Côvados quadrados (10x10)

Ò O Segundo Véu         = 100 Côvados quadrados (10x10)

 

Total 300 Côvados: Gideão venceu com Trezentos homens (Jz 7.6), 3 grupos de 100

 

Enoque, após gerar Metusalem, viveu mais 300 anos e foi transportado para a Gloria de Deus. (Gn 5.21-24)

 

Mt 13.23 – Uns 30%, outros 60%, mas Deus quer 100%

 

A cortina de entrada era segura por quatro colunas (Mateus, Marcos, Lucas e João)

 

Como os Cristãos devem entrar (Salmo 100.4)

 

Parte do ensino sobre o Tabernáculo de Moíses. Que este breve esboço possa abençoar sua vida.

publicado dia: 13-FEV - fonte:

 
Novidade
O TABERNÁCULO DE MOISES
13-FEV


 
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